Lucro da EDP no 1º tri cai 12% pressionado por impostos em Portugal

terça-feira, 13 de maio de 2014 14:02 BRT
 

LISBOA (Reuters) - O lucro líquido da EDP-Energias de Portugal teve uma queda de 12 por cento na base anual, superior ao previsto, para 296 milhões de euros no primeiro trimestre de 2014, impactado pelo forte aumento da carga tributária em Portugal e ainda a pressão tarifária na região da Ibéria.

No ano passado, a EDP tinha se beneficiado de um ganho não recorrente de 56 milhões de euros, prejudicando ainda mais a comparação anual.

A EDP explicou que os impostos sobre o rendimento subiram para a 186 milhões de euros no primeiro trimestre de 2014 - uma taxa real de 33 por cento -, aumentando 17 por cento ante o mesmo período do ano passado.

"Adicionalmente, e de acordo com o definido no orçamento de Portugal para 2014, a EDP contribuiu com 15 milhões de euros para a contribuição extraordinária a aplicar ao setor energético em Portugal", disse a EDP em comunicado.

O maior grupo industrial português adiantou que o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) caiu 5 por cento para 1,03 bilhão de euros, em linha com o previsto.

No último dia 23 de abril, a EDP divulgou que as suas vendas de eletricidade na Península Ibérica aumentaram 0,6 por cento para 15.277 Gigawatt-hora (GWh) no primeiro trimestre de 2014, apoiada nos sinais de retomada em Portugal.

A subsidiária EDP Renováveis já tinha anunciado uma queda de 27 por cento no lucro nos três primeiros meses de 2014 ante o mesmo período do ano passado, impactado por novas medidas na Espanha para eliminar o déficit tarifário, além de alterações regulatórias que implicam menores subsídios às fontes renováveis de energia.

Semelhante ao que aconteceu na Espanha, o governo português também instituiu um novo imposto sobre as produtoras elétricas para arrecadar 100 milhões de euros em 2014 e 1,4 bilhão de euros acumulados até 2025.

Por sua vez, a subsidiária EDP-Energias do Brasil teve uma alta de 10,3 por cento no lucro em reais.

(Por Sérgio Gonçalves)