Grupo PCJ diz que vai faltar água em SP no pico da estiagem neste ano

terça-feira, 13 de maio de 2014 18:56 BRT
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - O grupo de usuários de água Consórcio PCJ afirmou nesta terça-feira que pode não haver água suficiente para rios que ajudam a abastecer o mais importante conjunto de represas para a região metropolitana de São Paulo durante o pico da seca deste ano. O grupo citou dados da Agência Nacional de Águas (ANA).

Segundo o grupo, mesmo com o plano do governo estadual para usar o volume útil de água restante e da água abaixo do nível das comportas do Sistema Cantareira, não haverá o bastante para os meses de agosto e setembro deste ano.

O consórcio é um grupo sem fins lucrativos que reúne usuários de águas das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, conectadas ao Sistema Cantareira, que incluem 30 grandes empresas como a cervejaria Ambev.

O grupo afirmou em nota à imprensa que a ANA anunciou sua previsão em reunião do Grupo Técnico de Assessoramento para Gestão do Sistema Cantareira (GTAG), em Campinas, na segunda-feira.

O grupo foi criado diante da crise hídrica vivida pelo Estado e é integrado por ANA, Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) do Estado de São Paulo, pelo Consórcio PCJ e pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê. Participam ainda representantes da empresa estadual de abastecimento e saneamento Sabesp.

No fim da tarde desta terça-feira, a ANA esclareceu em nota que a reunião não ocorreu no âmbito do GTAG, mas durante um encontro de trabalho que incluiu o DAEE.

No comunicado, a agência afirmou ainda que seus estudos não estão vinculados às previsões do Consórcio PCJ e que a ANA não tem conhecimento das premissas adotadas pelos técnicos do consórcio. A agência não comentou sobre a previsão de falta de água divulgada pelo grupo.

Segundo o consórcio PCJ, os estudos apresentados pela ANA indicam que as bacias necessitarão uma vazão média de 7 metros cúbicos por segundo entre agosto e setembro, enquanto a Grande São Paulo precisará de 21 metros cúbicos por segundo. A ANA afirmou que essa é a previsão de demanda para setembro.   Continuação...