CENÁRIOS-Empresas de educação buscam mais aquisições no Brasil; graduação predomina

terça-feira, 13 de maio de 2014 19:01 BRT
 

Por Juliana Schincariol

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Enquanto o mercado aguarda o aval para a maior fusão entre companhias de educação no Brasil na quarta-feira, outros participantes do mercado preparam o terreno para novas aquisições, e o segmento de graduação continua aparecendo como o mais promissor.

De um lado, entidades com mais de cinco mil alunos ainda são os principais alvos, mas aquisições menores também estão no radar das companhias em um momento em que o preço por estudante tem crescido.

"Qualquer entidade que tenha mais de 5 mil alunos é um ativo importante para ser adquirido", disse à Reuters o sócio da área de Educação da KPMG no Brasil, Marcos Boscolo.

Grupos como Unip, em São Paulo, e Positivo, de Curitiba, são vistos como possíveis alvos de aquisição por analistas do mercado. Procuradas pela Reuters, estas empresas não responderam aos pedidos de entrevista.

"A Unip, na área de graduação, é um dos principais alvos, ela sozinha é muito maior do que muitos destes grupos que são empresas abertas", acrescentou Boscolo, da KPMG. A Unip tem cerca de 200 mil alunos, enquanto a Positivo tem 15.500 alunos, ambas divididas entre graduação, pós-graduação e cursos tecnológicos.

A compra da Uniseb pela Estácio em setembro passado custou pouco mais de 16 mil reais por aluno, na maior aquisição da história da companhia. Negócios anteriores, todos de menor relevância e fora do Estado de São Paulo, custaram entre 5 mil e 7 mil reais por estudante para a companhia.

Quando a Kroton comprou a Unopar em dezembro de 2011 por 1,3 bilhão de reais, um dos maiores negócios da empresa, cada aluno saiu por cerca de 8 mil reais. Como comparação, a aquisição mais recente do setor, da Universidade São Judas pela Anima , ficou perto de 12 mil reais por aluno.

"As oportunidades estão escasseando e também há mais gente querendo adquirir competidores. A maior demanda e a menor oferta jogaram os preços para cima", disse o analista da consultoria Lopes Filho, Alexandre Montes.   Continuação...