Fluxo de investimentos de estrangeiros mostra confiança no Brasil, diz Tombini

terça-feira, 13 de maio de 2014 19:48 BRT
 

(Reuters) - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, aproveitou discurso em Londres para reafirmar nesta terça-feira que os investimentos estrangeiros recebidos pelo Brasil nos últimos meses refletem a confiança nas políticas adotadas.

Tombini disse ainda na Câmara de Comércio Brasil-Grã Bretanha que o Brasil está bem preparado para enfrentar maiores volatilidades nos mercados causadas pelo início do processo de normalização das condições da política monetária internacional.

"As fortes entradas de capital que temos recebido nos últimos meses, incluindo para ações, são sinais de confiança na qualidade das políticas em vigor", afirmou Tombini, segundo o discurso em inglês publicado no site do BC brasileiro.

De acordo com dados do BC, investimentos estrangeiros em renda fixa no país registraram ingresso líquido de 6,376 bilhões de dólares em março, bem acima dos 499 milhões de dólares em igual mês do ano passado. Em ações, as aplicações somaram 1,310 bilhão de dólares, abaixo do volume de um ano antes, de 1,874 bilhão de dólares. [ID:nL2N0NH0OX]

O presidente do BC voltou a dizer que a economia mundial passa por um momento de transição, com realinhamento de preços relativos que aumentou a volatilidade nos mercados financeiros internacionais. Mas repetiu que não se pode confundir volatilidade com vulnerabilidade.

E disse que o BC repeliu a visão pessimista de que a volatilidade causada pela decisão do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, de reduzir o programa de compra de ativos causaria crise nos mercados emergentes.

Tombini também voltou a defender que é preciso que as autoridades monetárias olhem para o processo de normalização com "cautela e flexibilidade, e que estejam preparadas para fazer ajustes se necessário".

"O Brasil está preparado para a normalização das condições financeiras globais e está totalmente capaz de administrar essa transição de maneira segura", afirmou.

(Por Tiago Pariz; Edição de Alexandre Caverni)