Conselho da Petrobras acertou ao aprovar 1ª parte de Pasadena, diz Mantega

quarta-feira, 14 de maio de 2014 15:36 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - Os conselheiros da Petrobras tomaram uma decisão adequada ao aprovar, em 2006, a compra de 50 por cento da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, de posse das informações que tinham naquele momento, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em audiência na Câmara nesta quarta-feira.

Naquele momento, em que havia um plano de a Petrobras avançar em refino no exterior, Mantega não estava no Conselho de Administração da estatal, presidido à época pela então ministra Dilma Rousseff.

Dilma afirmou recentemente que, ao aprovar a compra de 50 por cento da refinaria, não conhecia a cláusula "put", que obrigou posteriormente a estatal a pagar valores muito maiores pela segunda metade da refinaria do que os 360 milhões de dólares desembolsados inicialmente.

O movimento para investigação da aquisição da refinaria, que culminou com a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado, intensificou-se após Dilma ter dito em março que o aval para a compra da refinaria foi dado com base num documento "técnica e juridicamente falho".

"Na primeira aquisição foi o Citibank que recomendou (a operação), eu não estava. Porém estavam figuras eminentes que opinavam pela aquisição em 2006: o Fábio Barbosa, o Gerdau (o empresário Jorge Gerdau), o economista Cláudio Haddad, portanto, era conselho altamente qualificado", disse Mantega.

Mantega afirmou ainda que posteriormente, quando ele já integrava o Conselho, e de posse da informação da "cláusula put", ele próprio foi contrário à compra da segunda metade da refinaria, em um processo que acabou sendo decidido por uma câmara arbrital.

Segundo o ministro, teria sido melhor que a arbitragem tivesse decidido contra a necessidade de a Petrobras comprar os 50 por cento restantes da refinaria, o que não aconteceu.

(Por Luciana Otoni)