China eleva controle em empréstimo interbancário para reduzir riscos

sexta-feira, 16 de maio de 2014 11:52 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - A China está elevando seu controle em empréstimo interbancário com regras mais amplas que incluem limitação do tamanho e da maturidade dos empréstimos, em um movimento para neutralizar riscos em bancos-sombra e melhor apoiar a economia real.

Os novos regulamentos levariam o mercado interbancário por vezes recalcitrante do país a uma supervisão oficial "bloqueando o caminho de volta" e "abrindo a porta da frente", disseram cinco reguladores financeiros em um comunicado conjunto.

Regras mais duras iriam ajudar a direcionar mais recursos para a economia real e reduzir os custos de financiamento para empresas, disseram o banco central e reguladores de bancos, mercado de ações, seguros e câmbio.

Os empréstimos interbancários representam uma parte do crescente mercado de bancos-sombra da China, uma crescente dor de cabeça para reguladores devido a suas práticas obscuras e padrões de empréstimos fracos.

"O gerenciamento de risco não é feito apropriadamente e não se encaixa com os ajustes do país em suas políticas macroeconômicas", disse o regulador bancário, acrescentando que todos os bancos devem criar uma divisão separada para seus negócios de empréstimo interbancário até o fim de setembro.

Com efeito imediato, os bancos não podem mais fazer empréstimos interbancários com prazo maior que três anos, e não poderão fazer uma rolagem dos empréstimos após seus vencimentos.

A proporção de financiamento que vem do negócio interbancário também não poderá exceder um terço do passivo total de um banco, disseram os reguladores.

Para os bancos que não divulgam seus empréstimos interbancários em seus balanços, as novas regras os obrigam a fazê-lo.

"Pelas novas regras, empréstimos disfarçados no negócio interbancário para evitar supervisão serão agora listados como itens no balanço", disse Zeng Gang, pesquisador bancário senior na Academia Chinesa de Ciências Sociais, instituição de estudos do governo.   Continuação...