Aécio prega transparência fiscal e redução da bandas de meta de inflação

sexta-feira, 16 de maio de 2014 14:04 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O pré-candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves, prometeu nesta sexta-feira transparência na política fiscal, redução da margem de tolerância da meta de inflação e revisão das bases do acordo do Mercosul.

Durante discurso em São Paulo, o senador tucano disse que essa postura na política macroeconômica vai permitir recuperar a credibilidade perdida, segundo ele, no governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

"É essencial interligar e coordenar a política macroeconômica, sem maquiagem para se alcançar o superávit primário, com transparência absoluta, e buscar alcançar o centro da meta de inflação com redução das bandas", disse Aécio durante evento na Amcham.

"Isso é essencial para a retomada da credibilidade."

O governo tem sido criticado pela maneira como tem conduzido a política fiscal, especialmente por usar o que se chamou no mercado de "contabilidade criativa" e receitas extraordinárias para cumprir as metas de superávit primário.

Quanto à inflação, cuja meta é de 4,5 por cento com tolerância de 2 pontos percentuais, ela tem flertado nos últimos anos com o limite máximo de 6,5 por cento, como ocorreu em 2011.

Aécio afirmou ainda que, se for eleito, ele pretende revisar o acordo do Mercosul para não deixar o Brasil preso às amarras da união aduaneira e pregou esforço para acordos comerciais com os Estados Unidos e a União Europeia.

O senador também prometeu impor cláusula de barreira para limitar atuação de partidos "que não significam absolutamente nada" e pregam a "mercantilização" dos apoios. Ele voltou a dizer ser favorável ao fim da reeleição com mandato de cinco anos. 

(Reportagem de Tiago Pariz; Edição de Alexandre Caverni)

 
O pré-candidato do PSDB à Presidência, o senador Aécio Neves, atende  ligação durante entrevista concedida à Reuters em abril, em Brasília. Nesta sexta-feira, o senador prometeu transparência na política fiscal, redução das bandas de inflação e revisão das bases do mercosul durante evento em São Paulo. 03/04/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino