BC do Japão dá visão mais otimista para economia

quarta-feira, 21 de maio de 2014 08:54 BRT
 

Por Leika Kihara e Tetsushi Kajimoto

TÓQUIO (Reuters) - O banco central do Japão deixou inalterada a política monetária nesta quarta-feira e deu uma perspectiva ligeiramente mais otimista sobre a economia, retirando uma referência ao país estar em deflação e reduzindo ainda mais as expectativas de que oferecerá mais estímulos no futuro próximo.

O presidente do BC do Japão, Haruhiko Kuroda, expressou confiança de que o país está no caminho certo para atingir a meta de alta de preços de 2 por cento do BC, reiterando que a economia sairá de uma desaceleração temporária causada pela elevação em abril de um imposto sobre vendas à medida que os salários e os empregos crescem.

Os comentários otimistas vieram após o banco central do Japão melhorar sua avaliação sobre gastos de capital, há muito um ponto fraco na economia, e retirar uma referência de que o país está em deflação pela primeira vez desde que implementou um forte programa de estímulos em abril do ano passado.

"Nossa política de quantitative easing (QE, ou programa de compra de títulos) está exercendo seus efeitos desejados", disse Kuroda em coletiva de imprensa, acrescentando que os gastos de famílias permanecerão firmes apesar da elevação do imposto.

"A maioria das negociações salariais foi concluída, o que mostra que não apenas grandes companhias mas também pequenas empresas estão aumentando os salários. As melhoras nas condições do mercado de trabalho estão continuando".

Como esperado, o BC manteve sua estrutura de política monetária, sob a qual prometeu elevar a base monetária a um ritmo anual de 60 trilhões a 70 trilhões de ienes (592-691 bilhões de dólares) através de agressivas compras de ativos, em sua maioria de títulos do governo japonês.

Em comunicado divulgado após a decisão, o BC removeu a frase descrevendo que o Japão está em deflação, destacando sua confiança em cumprir a meta de preços sem estímulo adicional.