Menor eficiência de empresas faz Brasil perder competitividade em 2014, diz IMD

quinta-feira, 22 de maio de 2014 07:08 BRT
 

Por Tiago Pariz

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil perdeu três posições no ranking mundial de competitividade em 2014, despencando 16 posições nos quatro últimos anos, com piora da eficiência das empresas brasileiras em um ambiente de inflação elevada e baixa performance no comércio exterior, informou o International Institute for Management Development (IMD) nesta quinta-feira.

De acordo com o Índice de Competitividade Mundial 2014, o país passou para O 54º lugar no ranking geral composto por 60 países, ficando à frente apenas de Eslovênia, Bulgária, Grécia, Argentina, Croácia e Venezuela. A dianteira pertence aos Estados Unidos.

Com o desempenho desse ano, o Brasil perdeu 16 posições nos últimos quatro anos, depois de atingir em 2010 o 38º lugar na classificação. A piora coincide com maior fragilidade da economia vista no governo da presidente Dilma Rousseff, que buscará reeleição no pleito de outubro.

Nos três primeiros anos do mandato de Dilma, o Brasil cresceu, em média, 2 por cento ao ano, bem abaixo dos 3,7 por cento anuais na década anterior ao seu governo. Para 2014, a projeção de economistas é de alta ainda mais modesta do Produto Interno Bruto (PIB), pouco acima de 1,5 por cento.

PRODUTIVIDADE

A piora da eficiência das empresas brasileiras foi apontada como a principal causa do recuo no ranking deste ano. O destaque ficou com produtividade, onde o Brasil é o segundo pior país do ranking, à frente apenas da Venezuela.

O professor da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda, responsável pela coleta e análise dos dados do ranking relacionados ao Brasil, disse, por meio de nota, haver desânimo competitivo no país que pode levar a um "ciclo vicioso de pessimismo empresarial e perda de competitividade geral".   Continuação...