CORREÇÃO-Governo eleva previsão de receitas extraordinárias em 2014

quinta-feira, 22 de maio de 2014 18:39 BRT
 

- (Corrige no 1o parágrafo que projeção de receitas extraordinárias é para o período de maio a dezembro, e não para todo o ano de 2014)

BRASÍLIA (Reuters) - O governo elevou sua projeção de receitas extraordinárias para o período de maio a dezembro para 24,338 bilhões de reais, mostrou nesta quinta-feira o Relatório de Receitas e Despesas do segundo bimestre divulgado conjuntamente pelos ministérios do Planejamento e da Fazenda.

A estimativa anterior era de que essas receitas extraordinárias totalizassem 18,744 bilhões de reais de março a dezembro. A Receita Federal informou, via assessoria de imprensa, que a projeção para o ano todo será divulgada na sexta-feira.

Segundo o documento, houve reduções significativas nas projeções de receitas via Imposto de Renda, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação, compensadas pela previsão de aumento de 12,5 bilhões de reais em receitas extras com a reabertura do Refis da Crise.

O governo incluiu essa previsão enquanto ainda tramita no Congresso a Medida Provisória que estabelece a reabertura do refinanciamento das dívidas. A MP 638, que prevê limites de 10 e 20 por cento de entrada para a adesão ao refinanciamento, ainda precisa ser aprovada pelo plenário do Senado.

Com cenário de desaceleração econômica e inflação elevada, o governo luta para cumprir a meta ajustada de superávit primário deste ano, de 99 bilhões de reais, equivalente a 1,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Pesa ainda a desconfiança dos agentes econômicos sobre a política do governo, após o uso de mecanismos fiscais recentemente usados para fechar as contas. Em 12 meses encerrados em março, a economia para o pagamento dos juros da dívida estava em 1,75 por cento do PIB.

Pelo relatório divulgado agora, em conjunto com os ministérios do Planejamento e da Fazenda, o governo também piorou sua estimativa para o IPCA neste ano a 5,60 por cento, sobre 5,30 por cento na conta anterior. Mas manteve em 2,5 por cento a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.   Continuação...