Galvão Engenharia vence leilão da BR-153 (TO/GO) com deságio de 45,99%

sexta-feira, 23 de maio de 2014 10:41 BRT
 

SÃO PAULO, 23 Mai (Reuters) - A Galvão Engenharia venceu nesta sexta-feira o leilão de concessão da rodovia BR-153, no trecho entre Tocantins e Goiás, com deságio de 45,99 por cento sobre a tarifa máxima permitida, um desconto muito superior ao oferecido pelas outras proponentes na disputa.

O leilão, promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e feito na sede da BM&FBovespa, tinha como tarifa máxima o valor de 0,09220 reais por quilômetro (Km) e a Galvão fez uma oferta de 0,04979 reais por km.

A BR-153 é um importante caminho para escoamento da produção de soja, arroz e milho do Tocantins. O trecho licitado possui 628,8 quilômetros, atravessa 23 cidades e estima-se investimentos de 4,31 bilhões de reais.

O certame desta sexta-feira, o primeiro após a série de cinco leilões feitos no fim do ano passado, contou com a participação de apenas três grupos, sendo eles a vencedora Galvão Engenharia, a Triunfo e o Consórcio Norte-Sul, formado por Ecorodovias, Queiroz Galvão Desenvolvimento de Negócios e Coimex Empreendimentos e Participações.

A Triunfo ofereceu um deságio de 0,99 por cento sobre o valor máximo permitido e o consórcio Norte-Sul, da Ecorodovias, ofereceu desconto de 21,49 por cento.

O número de participantes no leilão desta sexta-feira foi menor que os registrados nos cinco leilões de rodovias do ano passado, que variou entre 5 e 9 grupos.

Nas licitações do ano passado, o deságio variou entre 42,38 por cento no caso da BR-050 (GO/MG) e 61,13 por cento para a BR-040 (DF/GO/MG).

De acordo com a ANTT, o sistema licitado terá nove praças de pedágio, mas a cobrança terá início após a conclusão dos trabalhos iniciais no sistema rodoviário e a execução de 10 por cento das obras de duplicação. O trecho concedido deverá ser totalmente duplicado em cinco anos.

A rodovia BR-153 faz parte do pacote de concessões do governo anunciado no fim de 2012 e ficou entre os trechos cujas licitações não foram feitas no ano passado devido à intenção do governo de reavaliar se faria uma concessão ou Parceria Público Privada (PPP).

(Por Roberta Vilas Boas)