Dívida mobiliária interna cai 1,53% em abril, com menor fatia de prefixados

terça-feira, 27 de maio de 2014 15:13 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - Com resgate líquido de títulos públicos de 47,61 bilhões de reais, a dívida pública mobiliária federal interna recuou 1,53 por cento em abril frente a março, atingindo 1,960 trilhão de reais.

Segundo informou o Tesouro Nacional nesta terça-feira, o estoque da dívida pública federal, incluindo também a dívida externa, recuou 1,35 por cento em abril, para 2,053 trilhões de reais. Só no mês passado, a apropriação de juros no estoque somou 19,92 bilhões de reais.

Em abril, os títulos prefixados representaram 38,66 por cento do total da dívida, menor que os 40,85 por cento no mês anterior. A meta do governo para o ano é que fique entre 40 e 44 por cento.

Isso ocorreu devido ao calendário de vencimentos do Tesouro. Em abril, o resgate dos papéis prefixados somou 90,80 bilhões de reais, quase que a totalidade do resgate integral feito pelo governo no período, de 93,48 bilhões de reais. Ao mesmo tempo, o Tesouro fez emissões de 45,88 bilhões de reais.

    O Tesouro informou ainda que os papéis corrigidos pela inflação representaram 37,52 por cento da dívida em abril, ante 36,32 por cento em março. Para o fim do ano a meta é que fiquem entre 33 e 37 por cento.

    Já os títulos corrigidos pela Selic corresponderam a 19,43 por cento do total do passivo ante 18,59 por cento em março. Para o término deste ano, a meta do governo é que fiquem entre 14 e 19 por cento.

    Os dados apresentados pelo Tesouro mostram ainda que os investidores estrangeiros aumentaram suas aplicações em títulos da dívida mobiliária interna a 18,79 por cento, frente a 18,15 por cento verificada em março.

Esse movimento de avanço dos estrangeiros em papéis da dívida brasileira ocorre em meio às sinalizações do Banco Central de que poderá encerrar nesta quarta-feira, o ciclo de aperto monetário iniciado em abril do ano passado e que retirou a Selic da mínima histórica de 7,25 por cento levando ao patamar atual de 11 por cento.

Pesquisa Reuters mostrou que 48 de 58 economistas consultados prevêem manutenção da Selic em 11 por cento na reunião desta quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

(Por Luciana Otoni)