Soja do Brasil chega à costa leste dos EUA; mais carregamentos são esperados

quarta-feira, 28 de maio de 2014 09:17 BRT
 

(Reuters) - Dois navios carregados com soja do Brasil chegaram nos portos norte-americanos de Wilmington, na Carolina do Norte, e Norfolk, Virgínia, ao longo do fim de semana, no primeiro grande embarque da América do Sul que chega à costa leste dos Estados Unidos, mostraram dados sobre navegação da Reuters.

Estes foram os mais recentes carregamentos desde que dois navios chegaram à costa do Golfo dos EUA no mês passado, dando início à maior onda de importações de soja da história do país, com a expectativa de entrada de cerca de 2 milhões de toneladas nos próximos dois meses.

Os Estados Unidos deverão importar um recorde de 2,45 milhões de toneladas de soja no ano encerrado em 31 de agosto para aliviar o maior aperto de estoques em uma década, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O país é o maior produtor e segundo maior exportador de soja.

O navio Maia, que foi carregado com 66 mil toneladas de soja no porto brasileiro de São Francisco do Sul no início de maio, chegou a Wilmington no sábado.

Outra embarcação menor, a CS Chara, carregado com 30 mil toneladas de soja no porto Vila do Conde no norte do Brasil em meados de maio, chegou em Norfolk no final de domingo.

Cerca de 130 mil toneladas em duas embarcações foram descarregadas no terminal Bunge North America, no rio Mississippi, na primeira metade de abril.

Ao menos sete embarques contendo cerca de 342 mil toneladas estão em carregamento, à espera de carregamento ou navegando rumo à costa norte-americana, mostraram os dados. [WILSOYA/SHP]

Mais cargas já foram vendidas para carregamento em junho e julho, de acordo com operadores.

Os operadores não puderam confirmar rumores generalizados da terça-feira de que dois carregamentos inicialmente vendidos para a China haviam sido cancelados e que ao menos cinco foram revendidos por conta de problemas de financiamento da indústria chinesa em meio às fracas margens.

Por Karl Plume