Produção de petróleo da Opep sobe em maio, volta a ficar acima da meta

sexta-feira, 30 de maio de 2014 12:43 BRT
 

LONDRES (Reuters) - A produção de petróleo da Opep subiu para uma máxima de três meses em maio, apontou uma pesquisa da Reuters nesta sexta-feira, refletindo aumento da oferta de Angola e do sul do Iraque, que compensaram o agravamento da agitação na Líbia.

A oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo teve uma média de 30,02 milhões de barris por dia (bpd), ante 29,68 milhões de barris por dia em abril, de acordo com a pesquisa com base nos dados de embarques e informações a partir de fontes de empresas de petróleo, Opep e consultores.

O aumento coloca a produção da Opep acima da meta nominal do grupo de 30 milhões de barris por dia, pela primeira vez desde fevereiro.

A Agência Internacional de Energia (EIA, na sigla em inglês) disse em 15 de maio que a Opep precisaria aumentar a produção no segundo semestre do ano, para atender à crescente demanda.

"Por enquanto, parece ser adequado", disse Carsten Fritsch, analista do Commerzbank em Frankfurt, considerando a produção da Opep como suficiente. "Para o segundo semestre do ano, pode ser diferente."

Interrupções principalmente na Líbia tem pesado na oferta da Opep este ano, ajudando a manter os preços do petróleo Brent acima de 100 dólares por barril, apesar do crescimento da oferta de países não integrantes do grupo e do boom de xisto dos EUA.

A Opep produz um terço do petróleo do mundo. Em maio, a produção cresceu em Angola e no Iraque, e, em menor medida, na Arábia Saudita e Irã, segundo a pesquisa.

A queda mais significativa foi na Líbia, enquanto a produção nigeriana mal cresceu, apesar da suspensão de uma força maior na exportação pela Shell.

A produção da Líbia caiu em 60 mil barris por dia a uma média mensal de 190 mil bpd, segundo a pesquisa. Greves e protestos estão mantendo a oferta a uma fração do potencial do país.

A Opep se reúne em 11 de junho em Viena para considerar o ajuste da meta de fornecimento de 30 milhões de bpd. Não é esperada uma mudança na meta, uma vez que o preço do petróleo tem ficado acima de 100 dólares, o nível preferido da Arábia Saudita e muitos outros membros.

(Por Alex Lawler)