Dólar sobe quase 1%, mas continua abaixo de R$2,25 com BC

sexta-feira, 30 de maio de 2014 17:14 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou com alta de quase 1 por cento nesta sexta-feira, nas máximas do mês, mas ainda preso na banda informal de 2,20 a 2,25 reais em que tem oscilado nos últimos dois meses.

Em maio, a moeda norte-americana acumulou leve alta, interrompendo três meses seguidos de desvalorização e, na avaliação de analistas, o Banco Central vai continuar atuando no câmbio para sustentar esses patamares, mesmo que de maneira menos intensa, de olho na inflação e nas exportações.

A divisa dos EUA avançou 0,76 por cento nesta sessão, a 2,2408 reais na venda, após chegar a 2,2475 reais na máxima do dia, acumulando em maio ganho de 0,48 por cento. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro do dia ficou em torno de 2 bilhões de dólares.

"O BC reduziu as rolagens e o dólar não mudou de patamar. Isso é evidência de que realmente, as intervenções podem diminuir um pouco e que o BC está satisfeito com o atual patamar do dólar", disse o operador de câmbio da corretora Intercam Glauber Romano, referindo-se aos swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, que vencem na segunda-feira.

Nesta sessão, o BC concluiu a rolagem parcial dos swaps, permitindo que cerca de metade do lote total, equivalente a 9,653 bilhões de dólares, vença na semana que vem. Nos dois meses anteriores, o BC havia rolado cerca de 75 por cento dos vencimentos. Antes disso, de modo geral, fazia 100 por cento.

O próximo lote de swaps a vencer, em 1º de julho, corresponde a 10,060 bilhões de dólares.

Boa parte do mercado avalia que a autoridade monetária não gostaria de ver o dólar abaixo do nível de 2,20 reais, com medo de eventuais impactos sobre as exportações. Por outro lado, o nível de 2,25 reais é visto como um teto informal, pois ainda não é inflacionário.

O mercado também vai ficar atento aos próximos passos do BC na intervenção diária via leilões de contratos de swaps, garantida oficialmente até o final de junho. De modo geral, as avaliações são de que o BC vai tirar o pé do acelerador.   Continuação...