Economistas passam a ver Selic a 11% este ano e pioram cenário de crescimento

segunda-feira, 2 de junho de 2014 13:45 BRT
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - Economistas de instituições financeiras passaram a ver que o Banco Central não voltará a elevar a Selic este ano, encerrando 2014 a 11,0 por cento, ao mesmo tempo em que pioraram a perspectiva de crescimento da economia.

A pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira apontou que os especialistas deixaram de ver uma nova elevação da taxa básica de juros em dezembro, após as eleições presidenciais, e agora veem novo movimento de aperto apenas no ano que vem, em janeiro, de 0,50 ponto percentual. Para 2015, eles mantiveram a perspectiva de que a Selic encerrará a 12,0 por cento.

O movimento acontece mesmo depois de o BC ter deixado a porta aberta para voltar a subir a taxa em breve, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido a taxa básica de juros em 11 por cento na semana passada, interrompendo o ciclo de aperto monetário iniciado há cerca de um ano. [nL1N0OF029]

Analistas consideraram que ao usar a expressão "neste momento" para falar sobre a decisão o BC indicou que pode voltar a elevar os juros à frente. O mercado espera agora a divulgação da ata dessa reunião, que durou mais de quatro horas, para obter mais detalhes sobre a decisão.

Por sua vez, o Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, manteve a perspectiva de mais uma alta da Selic em dezembro, encerrando o ano a 11,25 por cento.

ECONOMIA

Em relação à atividade econômica, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano foi reduzida a 1,50 por cento, de 1,63 por cento na semana anterior.   Continuação...

 
Bandeiras hasteadas em frente à sede do Banco Central, em Brasília. Pesquisa Focus mostra que economistas de instituições financeiras passaram a ver que o Banco Central não voltará a elevar a Selic este ano, encerrando 2014 a 11,0 por cento, ao mesmo tempo em que pioraram a perspectiva de crescimento da economia. 15/01/2014. REUTERS/Ueslei Marcelino