Vale lidera recomendações de ações para junho; Copa deve favorecer GPA e Ambev

segunda-feira, 2 de junho de 2014 17:36 BRT
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - Mesmo depois de uma performance relativamente ruim em maio por conta dos menores preços internacionais do minério de ferro, a mineradora Vale é quase unanimidade nas recomendações de investimentos em ações brasileiras para junho, em meio à perspectiva de que a commodity encontre um piso e de que a companhia se beneficie da desvalorização do real.

A mineradora foi citada em nove dos dez portfólios recomendados para junho obtidos pela Reuters, ficando de fora apenas da carteira da XP Investimentos.

Ambas as ações da mineradora tiveram desempenho abaixo do Ibovespa no mês passado. Enquanto os papéis preferenciais perderam 2,95 por cento, os ordinários caíram 3,4 por cento, ante desvalorização de 0,75 por cento do principal índice da bolsa brasileira.

O preço do minério de ferro na China caiu pelo sexto mês seguido em maio, em sua mais longa trajetória de baixa já registrada, com ampla oferta da commodity e preocupações sobre a desaceleração da economia chinesa.

Apesar disso, o BTG Pactual decidiu manter a ação ordinária da mineradora em seu portfólio, citando que o papel teve desempenho abaixo do mercado recentemente e que os preços do minério podem encontrar um piso em breve.

"Embora não possamos descartar a possibilidade de que o minério corrija mais um pouco na direção dos 80 dólares a tonelada, não vemos esses níveis como sustentáveis, já que o equivalente a 15 por cento do mercado transoceânico ficaria no vermelho", afirmaram os analistas do BTG, acrescentando que o mercado já precifica menores preços do minério e que retornos a acionistas devido à flexibilidade dos investimentos da Vale devem dar suporte às ações.

A Guide Investimentos afirmou acreditar que o atual patamar de preços dos papéis da Vale é atrativo e que a companhia pode ser uma das principais a se beneficiar de um real mais desvalorizado nos próximos meses, o que impulsionaria as projeções de receita da mineradora.

Embora tenha posição "underweight" (abaixo da média do mercado) no setor de matérias-primas, o Bank of America Merrill Lynch tem a ação preferencial da Vale em seu portfólio, com participação de 8,5 por cento.   Continuação...