EPE avalia flexibilizar habilitação para térmicas a gás em leilões futuros

segunda-feira, 2 de junho de 2014 18:27 BRT
 

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO, 2 Jun (Reuters) - A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) avalia flexibilizar o processo para projetos de térmicas a gás natural se habilitarem como vendedoras em leilões, e permitir maior inserção dessas usinas na matriz elétrica nacional, disse o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, nesta segunda-feira

Os projetos de térmicas a gás natural cadastrados para o leilão de energia A-5, previsto para 12 de setembro, somam mais de 20 mil megawatts (MW), ajudando a capacidade total de geração para a competição atingir o recorde de quase 51 mil megawatts.

Entretanto, o efetivo total dessas térmicas que participará do leilão deve ser reduzido, já que no processo de habilitação as usinas têm que comprovar garantia de contrato de gás natural e licenciamento ambiental.

Atualmente, a Petrobras é praticamente a única fornecedora do combustível no país e não consegue comprovar contratos para todos os projetos que se interessam pelos leilões. Investidores no setor têm pedido há anos a flexibilização no processo, de forma que a comprovação de contrato não seja necessária antes do certame.

"Não daria para esse leilão, mas para um próximo. É possível, a ideia é tentar aumentar o volume de térmicas a gás, então tem que flexibilizar um pouco", disse Tolmasquim à Reuters frisando que não há decisão sobre como isso poderia acontecer.

No leilão A-5, para viabilizar a maior participação de térmicas a gás, o EPE já elevou limite de Custo Variável Unitário (CVU) para 250 reais por megawatt-hora (MWh), ante cerca de 100 reais por MWh no passado recente. Isso permitiu que térmicas que utilizam gás natural liquefeito (GNL), ou seja, combustível importado, também pudessem participar.

Tolmasquim disse acreditar que a maioria dos projetos térmicos a gás cadastrados para o leilão A-5 de setembro deve ser dos que usam GNL, numa análise preliminar.

"Acho que a maior parte é de GNL, apesar de ter também uma quantidade boa no Amazonas que deve ser o gás de Urucu", disse. Tolmasquim acrescentou que térmicas cadastradas no Espírito Santo também podem utilizar gás nacional.   Continuação...