3 de Junho de 2014 / às 20:08 / 3 anos atrás

Taxa de desemprego no Brasil sobe a 7,1% no 1º tri, mostra Pnad Contínua

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A taxa média de desemprego do Brasil subiu a 7,1 por cento no primeiro trimestre deste ano, após atingir 6,2 por cento nos últimos três meses de 2013, indicando que o mercado de trabalho no país perdeu força com a atividade econômica mais fraca no período.

O resultado, porém, é melhor do que o do primeiro trimestre de 2013, quando a taxa foi de 8,0 por cento, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“A alta em relação ao quarto trimestre é um movimento esperado, ela acontece sempre. No mês de dezembro você tem menos dias de procura de trabalho e isso se reflete na PNAD contínua também”, ressaltou o coordenador de departamento de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azevedo.

Ele ressaltou ainda que, sobre o primeiro trimestre de 2013, o mercado de trabalho mostrou avanço, com a criação de 1,7 milhão de vagas formais. De acordo com a PNAD Contínua, 77,7 por cento dos empregados do setor privado possuíam carteira de trabalho assinada.

Além disso, afirmou Azevedo, a taxa de desemprego também vem refletindo o maior número de pessoas que tem desistido de procurar emprego e deixado a força de trabalho.

“Parte dessa redução da desocupação é em função do aumento da inatividade, que é mais focada na população de menor de idade e na população de 60 anos ou mais”, destacou Azevedo, acrescentando que o mesmo quadro é visto também na Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

Entre janeiro e março passados, a economia brasileira desacelerou o passo e cresceu apenas 0,2 por cento sobre os três meses anteriores, sobretudo por conta do mau desempenho da indústria e dos investimentos.

REGIÕES

O IBGE informou ainda que, entre as regiões do país, a que apresentou maior taxa de desemprego no primeiro trimestre deste ano foi a Nordeste, com 9,3 por cento. Na outra ponta, a região Sul foi a que teve a menor taxa no primeiro trimestre, de 4,3 por cento.

Apesar de ainda robusto, o mercado de trabalho vem perdendo força em meio ao cenário de inflação e juros elevados.

No trimestre passado, a população ocupada alcançou 91,2 milhões de pessoas, ante 91,8 milhões no quarto trimestre de 2013, sendo composta por 70,1 por cento de empregados, 4,1 por cento de empregadores, 23,0 por cento de pessoas que trabalham por conta própria e 2,9 por cento de trabalhadores familiares auxiliares.

Já o número de desocupados chegou a 7,0 milhões no primeiro trimestre, acima dos 6,1 milhões registrados nos últimos três meses do ano passado.

A Pnad Contínua tem maior abrangência nacional e divulgação trimestral. A ideia é que substitua a PME, que leva em consideração dados apurados em apenas seis regiões metropolitanas do país.

O dado mais recente da PME mostra que a taxa de desemprego no Brasil recuou a 4,9 por cento em abril, recorde para esses meses, devido à menor procura por vagas.

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