Dufry expande globalmente com compra de suíça Nuance por US$1,7 bi

quarta-feira, 4 de junho de 2014 09:53 BRT
 

ZURIQUE/LONDRES, 4 Jun (Reuters) - A companhia de varejo aeroportuário Dufry anunciou nesta quarta-feira acordo para comprar o grupo suíço Nuance por 1,55 bilhão de francos suíços (1,7 bilhão de dólares), ampliando sua presença na Ásia e solidificando sua posição como a maior varejista aeroportuária do mundo à frente do DFS Group, de Hong Kong.

A Dufry disse que levantará 1 bilhão de francos suíços com acionistas e captará outros 550 milhões de francos suíços através de dívida para financiar o acordo.

A companhia disse que planeja obter ganhos com a aquisição ao combinar a logística e as aquisições com a Nuance, visando até 70 milhões de francos suíços em sinergias a partir de 2016 com a combinação das duas empresas, que administram lojas que atendem turistas ao redor do mundo.

"A aquisição ... é um acordo transformador, não apenas para a Dufry, mas também para a indústria de varejo de viagens", disse o presidente-executivo da Dufry, Julian Diaz.

A Dufry vai consolidar sua posição no mercado em vendas à frente da DFS, controlada pela LVMH, como a maior varejista aeroportuária do mundo após o acordo segundo estimativas da empresa de consultoria de varejo Verdict.

"A Dufry é muito dependente da América do Norte, então é lógico para eles fazerem uma aquisição deste tipo para aumentar a exposição à Europa e à Ásia", disse Patrick O'Brien, analista da Verdict.

Os gastos em varejo aeroportuário no mundo devem quase dobrar para 59 bilhões de dólares em 2019 ante 36,8 bilhões de dólares em 2014, segundo projeção da Verdict, impulsionados por um rápido crescimento na Ásia, onde mais de 350 estão previstos para serem construídos nos próximos oito anos.

Espera-se que a Nuance contribua para o lucro por ação da Dufry a partir do ano que vem, disse a companhia. Ela registrou 20 milhões de francos suíços em custos neste ano e 10 milhões em 2015 para integrar a Nuance, dizendo que abandonaria concessões e fecharia lojas caso a Nuance não consiga gerar lucro.

(Por Katharina Bart e Chris Vellacott)