Nova Caledônia não terá novas plantas de níquel, diz governo local

quarta-feira, 4 de junho de 2014 10:49 BRT
 

SYDNEY (Reuters) - A Nova Caledônia, que esta semana autorizou a brasileira Vale a reiniciar suas operações de níquel depois de um vazamento de ácido e um subsequente tumulto, não está aberta a novas plantas de mineração, tendo atingido sua capacidade máxima, disse à Reuters nesta quarta-feira um influente funcionário do recém-eleito do governo local.

Philippe Michel, presidente da Província do Sul da Nova Caledônia, também disse que a ilha do sul do Pacífico deve se preparar para um futuro sem minas de níquel e que irá introduzir um imposto de exportação vinculado ao preço do níquel para criar um fundo para o futuro.

A Nova Caledônia, ilha ao nordeste da Austrália, tem cerca de um quarto das reservas de níquel conhecidas do mundo e emprega mais de 6.000 pessoas no processamento do minério.

Mineração de níquel é uma importante indústria no território francês, representando cerca de 20 por cento da sua economia, de acordo com números do governo.

"Com três fábricas, nós já atingimos o nosso limite, seja do ponto de vista econômico, social, cultural ou ambiental", disse Michel disse à Reuters em uma entrevista por telefone.

As três usinas são operadas pela gigante brasileira Vale, pela francesa Societe Le Nickel (SLN) e pela mineradora Glencore.

A estratégia de longo prazo do governo da Nova Caledônia é se preparar para uma economia "pós-níquel", com a expansão das atividades de turismo da ilha, disse Michel.

Um novo imposto sobre a exportação de minerais, que ajudará a financiar o crescimento econômico futuro, pode ser implantado ainda este ano.

"Há esse tipo de imposto em todo o mundo, exceto aqui", disse Michel.   Continuação...