June 4, 2014 / 7:33 PM / 3 years ago

Embraer ganha com crescimento de mercado para jatos executivos compartilhados

3 Min, DE LEITURA

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, São Paulo, 4 Jun (Reuters) - O mercado de aviões executivos de propriedade compartilhada brasileiro deverá ter forte crescimento neste ano, apesar da desaceleração econômica, e beneficiará a Embraer.

A fabricante brasileira de aviões entregou nesta quarta-feira um jato Phenom 300 que terá seu uso dividido entre três clientes da Prime Fraction Club, empresa de propriedade compartilhada que comercializa, administra e coordena a utilização de bens como aviões executivos.

Segundo Marcus Motta, presidente da Prime Fraction Club, o objetivo da empresa é registrar um crescimento de pelo menos 60 por cento, e a desaceleração econômica pode ajudar.

"Está ajudando. A prova disso é que no ano passado nós tivemos um crescimento de 61 por cento. Estamos próximos de até setembro ou outubro alcançar nosso objetivo para o ano, de crescer no mínimo 60 por cento", disse ele a jornalistas, após cerimônia de entrega do avião.

Com a entrega desta quarta-feira, a Prime passa a ter quatro aeronaves da Embraer e espera ter mais duas em 2015, além de avaliar a aquisição de um Legacy 450 para entrega em 2016. A empresa pretende investir 100 milhões de dólares para dobrar seu tamanho até 2016, sendo que cerca de metade desse valor seria destinada a aeronaves.

Segundo Marco Túlio Pellegrini, presidente da Embraer Aviação Executiva, o mercado de propriedade compartilhada é mais forte nos Estados Unidos, mas há oportunidades de crescimento no Brasil.

"Temos certeza que o modelo compartilhado tem tudo para dar certo", disse.

"No mercado internacional, principalmente nos EUA, temos dois grandes clientes e ao redor de 70 aeronaves em operação em propriedade compartilhada... É uma iniciativa que tem muita possibilidade de expansão".

A Embraer respondeu por 65 por cento das entregas para esse mercado no ano passado, segundo dados da empresa.

Questionado sobre as expectativas para o ano, Pellegrini reafirmou a meta de entregar entre 105 e 120 jatos executivos neste ano, ressaltando que até o momento está tudo dentro do esperado.

Sobre os mercados de aviação executiva, o executivo afirmou que o Brasil permanece estável, mas há expectativas de melhora com a entrada do Legacy 500. Já no mercado internacional, Pellegrini ressaltou que os indicadores econômicos estão bons, mas que ainda é preciso uma melhora na confiança do investidor para um maior crescimento da venda de aviões.

Por Roberta Vilas Boas

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