Febraban calcula em até R$10 bi receita potencial obtida por bancos com planos econômicos

quarta-feira, 4 de junho de 2014 22:12 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) contestou nesta quarta-feira os valores atribuídos pelo Ministério Público Federal (MPF) a potenciais receitas obtidas pelos bancos com os planos econômicos das décadas de 1980 e 1990, em ação indenizatória dos poupadores que está sendo julgada pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo o presidente da entidade, Murilo Portugal, as alegadas receitas dos bancos com a aplicação dos recursos das faixas livres dos depósitos de poupança foram de cerca de 10 bilhões de reais.

O Ministério Público Federal (MPF) calculou inicialmente que os bancos tiveram ganhos de 441 bilhões de reais com os planos econômicos, mas os bancos argumentam que esse valor foi apurado com base em cálculos incorretos.

"Pelas contas que nós fizemos, esses valores de receita bruta seriam de 17 a 20 bilhões de reais. Quando você chega ao resultado líquido, dá cerca de metade disso", disse Portugal a jornalistas após participar do Ciab, evento anual de tecnologia bancária da Febraban.

Na semana passada o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o adiamento do julgamento no STF sobre as perdas das cadernetas de poupança geradas pelos planos econômicos nas décadas de 1980 e 1990. A expectativa é que a Procuradoria apresente nova avaliação sobre eventuais ganhos que os bancos tiveram com planos econômicos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2.

Segundo Portugal, um montante de cerca de 8 bilhões de reais foram provisionados pelos bancos para eventuais perdas caso o STF julgue favoravelmente aos poupadores.

Para o presidente da Febraban, há possibilidade de o Supremo atender pedido do governo federal para uma audiência pública sobre o tema e não há previsão de em quanto tempo o julgamento deve ser concluído.

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