BCE joga dinheiro na lenta economia do euro e visa forçar bancos a emprestar

quinta-feira, 5 de junho de 2014 11:22 BRT
 

Por John O'Donnell e Eva Taylor

FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu lançou uma série de medidas nesta quinta-feira para combater a inflação baixa e impulsionar a economia da zona do euro, cortando taxas, adotando taxas de juros negativas sobre depósitos "overnight" e oferecendo novos fundos de longo prazo a bancos.

O BCE cortou todas as suas principais taxas para mínimas recordes em um esforço para combater o risco de deflação como a do Japão e diminuir a taxa de câmbio do euro. Pela primeira vez, o BCE cobrará 0,10 por cento dos bancos por depositarem recursos no banco central de um dia para o outro.

Mas não anunciou por enquanto compras de ativos em larga escala, conhecidas como "quantitative easing", embora o presidente do BCE, Mario Draghi, tenha dito que mais medidas podem vir caso seja necessário.

Draghi definiu um plano de 400 bilhões de euros (544,86 bilhões de dólares) e quatro anos para dar aos bancos que vêm segurando o crédito, devido aos testes de estresse que se aproximam, um incentivo para que aumentem os empréstimos a empresas na zona do euro.

"Agora estamos em um mundo completamente diferente", disse Draghi em entrevista à imprensa, citando "inflação baixa, recuperação fraca e dinâmicas monetárias e de crédito fracas".

O pacote, aprovado de forma unânime, foi direcionado para aumentar os empréstimos à "economia real", disse ele.

Outras medidas incluem a ampliação da duração de liquidez barata e ilimitada para bancos da zona do euro, injetando cerca de 170 bilhões de euros ao parar ofertas que retiravam fundos gastos em compras de ativos governamentais anteriores, e se preparando para possíveis compras futuras de títulos lastreados em ativos para apoiar as pequenas empresas.

As projeções publicadas pelo BCE mostraram que a inflação será de apenas 0,7 por cento neste ano, 1,1 por cento no ano que vem e 1,4 por cento em 2016, uma revisão para baixo e muito longe da meta do BCE de abaixo mas perto de 2 por cento.   Continuação...