Inflação na China atinge máxima de 4 meses, mas há espaço para mais estímulo

terça-feira, 10 de junho de 2014 07:42 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - A inflação ao consumidor na China atingiu máxima de quatro meses de 2,5 por cento em maio, enquanto a deflação dos preços ao produtor enfraqueceu, reforçando os sinais de estabilização na economia.

Ainda assim, a inflação permaneceu dentro da zona de conforto do governo, dando a Pequim amplo espaço para ampliar o suporte de política se necessário buscando conter qualquer ameaça de forte desaceleração do crescimento econômico.

O índice de preços ao consumidor da China subiu 2,5 por cento em maio ante o ano anterior, acelerando sobre a alta de 1,8 por cento em abril. O número superou ligeiramente a expectativa do mercado de 2,4 por cento, mostraram dados nesta terça-feira da Agência Nacional de Estatísticas.

Na comparação mensal, os preços ao consumidor avançaram 0,1 por cento contra expectativa de queda de 0,1 por cento.

O governo determinou uma meta de inflação de cerca de 3,5 por cento neste ano.

Já o índice de preços ao produtor recuou 1,4 por cento em maio na comparação com o ano anterior --27º mês seguido de queda-- contra queda de 2 por cento em abril e expectativas de do mercado de deflação de 1,5 por cento.

"O número de preço ao produtor está em linha com a expectativa do mercado e fornece mais evidência de estabilização na economia", disse You Hongye, analista da Essence Securities.

Na base mensal, os preços ao produtor ainda caíram 0,1 por cento.