Vendas no varejo nos EUA ficam abaixo do esperado, pedidos de auxílio-desemprego sobem

quinta-feira, 12 de junho de 2014 11:13 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - As vendas no varejo nos Estados Unidos subiram menos que o esperado em maio e os pedidos iniciais de auxilío-desemprego aumentaram na semana passada, mas isso não deve mudar a visão de que a economia norte-americana está recuperando as forças.

O Departamento do Comércio informou nesta quinta-feira que as vendas no varejo subiram 0,3 por cento no mês passado. Embora isso tenha ficado abaixo das expectativas de economistas de um aumento de 0,6 por cento, as vendas no varejo em abril foram revisadas para mostrar um aumento de 0,5 por cento.

O dado divulgado anteriormente para abril havia sido de alta de 0,1 por cento. As vendas no varejo respondem por um terço dos gastos do consumidor.

O chamado núcleo das vendas no varejo, que elimina automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentos, e corresponde de forma mais próxima ao componente de gastos do consumidor do Produto Interno Bruto, ficou inalterado no mês passado.

Entretanto, ele foi revisado para mostrar alta de 0,2 por cento em abril, ante queda de 0,1 por cento informada anteriormente.

Em relatório separado, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais subiram em 4 mil na semana encerrada em 7 de junho, para 317 mil, segundo dados ajustados sazonalmente.

Com o crescimento do emprego subindo de maneira sólida em maio e os setores industriais e de serviços se expandindo com força, os relatórios sobre auxílio-desemprego e vendas no varejo provavelmente não causarão muita ansiedade.

A expectativa é de que o crescimento econômico no segundo trimestre ultrapasse uma taxa anual de 3,0 por cento após ter se contraído a um ritmo de 1,0 por cento entre janeiro e março.

Em outro relatório, o Departamento do Trabalho informou que os preços de importados subiram 0,1 por cento no mês passado, após queda de 0,5 por cento em abril. Nos 12 meses até maio, os preços subiram 0,4 por cento, avançando pela primeira vez desde julho.

Ainda, o Departamento do Comércio divulgou que os estoques empresariais subiram 0,6 por cento em abril após alta de 0,4 por cento em março. O aumento de abril foi o maior desde outubro.