June 16, 2014 / 4:08 PM / 3 years ago

Corte dos EUA rejeita recurso da Argentina sobre dívida

3 Min, DE LEITURA

WASHINGTON (Reuters) - A Suprema Corte dos Estados Unidos se recusou nesta segunda-feira a ouvir o recurso da Argentina sobre sua tentativa de evitar o pagamento de 1,33 bilhão de dólares a credores de fundos de hedge.

Sem mais comentários, o tribunal manteve as decisões de instância inferior que ordenou a Argentina a pagar. O governo argentino já havia advertido que daria default de sua dívida soberana se fosse obrigada a pagar na íntegra.

A Argentina havia argumentado que o governo teria dificuldades para pagar os detentores de títulos na íntegra e ao mesmo tempo reestruturar sua dívida. Nesse cenário, "a Argentina terá que enfrentar, objetivamente, o risco grave e iminente de default", colocou.

Os detentores da dívida contestam essa avaliação, dizendo em sua própria ação judicial que há evidências apresentadas em instâncias inferiores de que a Argentina poderia pagar.

Se a Argentina continuar sem pagar a dívida, autoridades dos EUA poderiam impedir o pagamento integral aos credores titulares de títulos reestruturados, mesmo que o país seja capaz de honrá-los.

Isso poderia resultar em default antes de 30 de junho, quando os pagamentos são feitos.

O risco-país argentino 11EMJ, medido pelo índice JP Morgan EMBI+, subiu cerca de 10 pontos básicos após a notícia, enquanto as ações argentinas .MERV caíam mais de 6 por cento. Os investidores não esperavam a decisão desfavorável do tribunal.

"É um cenário muito prejudicial para a Argentina", disse Marco Lavagna, da consultoria Ecolatina, notando que a forma como os tribunais inferiores implementaram suas decisões foi fundamental.

"Talvez algo poderia abrir lá e permitir a negociação."

A Argentina está tentando evitar o pagamento integral a credores liderados pelos fundos de hedge Aurelius Capital Management e NML Capital Ltd, unidade do Elliott Management Corp, do bilionário Paul Singer.

O governo argentino não estava imediatamente disponível para comentar o assunto nesta segunda-feira, mas a agência de notícias estatal Telam informou que a presidente Cristina Kirchner faria pronunciamento na TV nesta noite.

Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7732 REUTERS PD CMO TP

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