June 17, 2014 / 10:29 PM / 3 years ago

Argentina quer trocar dívida reestruturada para colocá-la sob lei local

2 Min, DE LEITURA

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina está iniciando os procedimentos para uma troca de dívida que permita honrar os passivos reestruturados sob a lei local, após um revés na justiça dos Estados Unidos que deixou o país próximo de um default, afirmou nesta terça-feira o ministro da Economia, Axel Kicillof.

O ministro disse que a Argentina adotará as medidas necessárias para garantir que honrará os compromissos aos detentores de dívida reestruturada, um dia após sofrer um revés no processo movido por investidores que não aceitaram os swaps de dívida em 2005 e 2010.

"Não podemos permitir que nos impeçam de honrar nossos compromissos com os credores, com os detentores de bônus que entraram na reestruturação", afirmou Kicillof a jornalistas. "É por isso que estamos iniciando os passos para iniciar uma troca de dívida para pagá-la na Argentina sob a lei argentina", acrescentou.

Após o default de 2001 e 2002 em 100 bilhões de dólares, credores de 93 por cento dos bônus da dívida argentina aceitaram participar das trocas dos papéis, reduzindo para 25 a 29 centavos de dólar cada dólar devido.

A Suprema Corte norte-americana se recusou na segunda-feira a ouvir o recurso do país sobre a tentativa de evitar o pagamento de 1,33 bilhão de dólares a credores de fundos de hedge, conforme havia decidido uma instância inferior da Justiça norte-americana.

Kicillof disse ainda que a decisão da justiça se aplicada como foi determinada, levará o país a um novo default, porque abre a porta a processos iniciados por outros detentores de bônus no valor de 15 bilhões de dólares.

O ministro disse que a Argentina quer normalizar as relações com credores estrangeiros, mas não vai aceitar "quaisquer condições" para acabar com um impasse em torno da dívida.

A decisão da Justiça dos EUA levou a agência de classificação de risco Standard & Poor's a rebaixar o rating da Argentina a "CCC-", ante "CCC+". A S&P citou maior risco de default na dívida em moeda estrangeira do país.[nE6N0OJ051]

Tradução Redação São Paulo; 5511 5644-7727 REUTERS TP AC

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