Fed acelera perspectiva de juros, mas vê taxas mais baixas no longo prazo

quarta-feira, 18 de junho de 2014 17:18 BRT
 

Por Howard Schneider e Jason Lange

WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, sinalizou ritmo mais rápido de aumento dos juros no ano que vem, mas sugeriu que os custos de financiamento no longo prazo serão mais baixos do que indicou anteriormente.

O Fed reduziu sua projeção de crescimento econômico neste ano para algo entre 2,1 e 2,3 por cento, ante estimativa anterior de cerca de 2,9 por cento. Mas manteve as previsões de crescimento para 2015 e 2016 e expressou confiança na recuperação da economia.

"A atividade econômica está se recuperando neste trimestre e vai continuar crescendo em ritmo moderado", afirmou a chair do Fed, Janet Yellen, em entrevista coletiva. "A economia está continuando a progredir na direção de nossos objetivos" de pleno emprego e inflação de 2 por cento.

Como era amplamente esperado, o Fed deu continuidade aos planos de encerrar um de seus principais programas de estímulo até o fim do ano, reduzindo as compras mensais de títulos para 35 bilhões de dólares, ante 45 bilhões de dólares.

Em projeções atualizadas sobre a taxa de juros, autoridades do Fed continuam prevendo que os juros começarão a subir no ano que vem. Entre 16 projeções individuais de alta de juros, a taxa de juros mediana está agora em 1,125 por cento até o fim de 2015, levemente acima das previsões de março.

No entanto, autoridades do Fed enxergam uma trajetória levemente mais agressiva de altas dos juros no ano seguinte, com a mediana a 2,5 por cento, ante 2,25 por cento em março.

Vale ressaltar que as autoridades do Fed também reduziram suas projeções para as taxas de juro de longo prazo, possível sinal de menor confiança no potencial de longo prazo da economia. A projeção mediana para a taxa de juros de longo prazo foi de 3,75 por cento, ante 4 por cento em março.

As previsões de inflação tiveram poucas mudanças. As estimativas não apontam alta dos preços acima da meta de 2 por cento.   Continuação...