Governo torna Reintegra permanente em mais um pacote de incentivo à indústria

quarta-feira, 18 de junho de 2014 21:18 BRT
 

Por Luciana Otoni e Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal anunciou nesta quarta-feira mais um conjunto de medidas de incentivo ao setor produtivo, entre elas a recriação do programa de incentivo às exportações Reintegra, em renovado esforço da administração da presidente Dilma Rousseff de recuperar a confiança de empresários e fazer a economia andar.

O Reintegra, regime que devolve aos exportadores de produtos manufaturados um percentual da receita com as vendas externas e os compensa por tributos indiretos, passa a ser permanente e com alíquotas variáveis.

O governo também estabeleceu preferência para os produtos nacionais nas compras da União. A margem de preferência foi fixada em 25 por cento para produtos manufaturados e serviços nacionais nas licitações federais. Na prática, o preço de produtos nacionais poderá ser até um quarto mais caro que o oferecido por empresas estrangeiras nas licitações.

A administração da presidente Dilma Rousseff, que tentará a reeleição em outubro e que vem perdendo terreno para opositores nas pesquisas de intenção de voto, já lançou mais de duas dezenas de pacotes para estimular a fraca atividade e recuperar a confiança de empresários, mas até agora sem o efeito desejado na economia.

"Não é só uma questão de melhorar a relação com os empresários. É uma questão de melhorar a competitividade da nossa indústria", disse a presidente a jornalistas em evento no Palácio do Planalto após encontro com empresários de 36 setores da economia.

Sob a batuta de Dilma, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu em média 2 por cento ao ano nos últimos três anos, bem abaixo dos 3,7 por cento na década anterior. Para este ano, a expectativa dos economistas é de expansão de 1,24 por cento, segundo pesquisa Focus do Banco Central. [nL2N0OX0A9]

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse que os empresários avaliaram positivamente as medidas.

"Todos saíram achando que as medidas realmente vão ajudar a desobstruir alguns investimentos, vão dar mais competitividade."   Continuação...