França escolhe GE para Alstom, mas diz que ainda há trabalho a fazer

sexta-feira, 20 de junho de 2014 18:48 BRT
 

PARIS (Reuters) - A França escolheu a General Electric para formar uma aliança com a Alstom nesta sexta-feira, rejeitando uma oferta conjunta da Siemens e Mitsubishi Heavy Industries, mas disse que o acordo ainda precisava de algum trabalho e acrescentou que vai comprar uma participação de 20 por cento na disputada empresa.

O ministro da Economia, Arnaud Montebourg, divulgou que havia usado um decreto recém-criado para rejeitar as duas ofertas existentes como não sendo de interesse estratégico da França, e afirmou que havia formulado novas demandas para o presidente-executivo da GE, Jeff Immelt.

A decisão encerrou semanas de suspense em torno de uma das mais ferozes batalhas da indústria na Europa em anos, mas deixou grandes questões em aberto sobre a forma definitiva de uma aliança que a GE espera que irá abrir acesso a novos mercados de energia.

"Os pontos que levantamos com a General Electric são precisos e técnicos, mas necessários", disse Montebourg em entrevista coletiva após dois dias de negociações envolvendo os chefes das três companhias interessadas, além do presidente François Hollande e de seus principais ministros.

Ele disse que a França tinha exigido condições estritas para "garantir a independência energética, a criação de empregos em território nacional e a manutenção de centros de decisão na França."

Ele também afirmou que a oferta de Siemens e Mitsubishi Heavy Industries (MHI) era "muito séria" e que ele tinha pessoalmente apoiado a proposta, mas que o governo "tinha feito a sua cabeça."

"As ofertas tinham igual qualidade mas a verdade é que as negociações estavam muito mais avançadas entre Alstom e GE", disse um assessor de Hollande.

A Siemens disse que respeitava e entendia os esforços da França para preservar seus interesses nacionais. A Mitsubishi Heavy Industries disse que lamentava a decisão mas que buscava continuar cooperando com outras companhias francesas como faz com o grupo nuclear Areva.

Alstom e GE se recusaram a comentar o assunto.   Continuação...