Alstom deve ser bom investimento para França, diz CEO

segunda-feira, 23 de junho de 2014 09:21 BRT
 

PARIS (Reuters) - A França estará fazendo um investimento sólido ao tomar uma fatia na Alstom, disse o presidente-executivo da companhia nesta segunda-feira, acrescentando, porém, que o governo vai fazer a compra tarde demais para ter voz acerca do uso dos recursos obtidos no acordo com a General Electric.

A França ganhou uma opção para adquirir 20 por cento da Alstom do conglomerado Bouygues no domingo, em um acordo de última hora que abriu o caminho para a venda da maior parte do negócio de energia da Alstom à GE.

O acordo encerrou uma batalha de dois meses pelo futuro da Alstom, uma valiosa companhia industrial que enfrenta dificuldades com a demanda vagarosa por equipamentos de energia em mercados energéticos pós-recessão e que o governo francês disse que não permitiria que fosse "devorada" por uma empresa estrangeira.

"Acredito que eles (o governo) farão um bom investimento na Alstom. Esta é uma companhia que tem um forte potencial de criação de valor e estou esperando que todos os acionistas se beneficiem desta criação de valor", disse Patrick Kron, presidente-executivo da Alstom, em uma teleconferência com analistas nesta segunda-feira.

No entanto, dado que o governo francês não fará parte do capital da Alstom nem estará em seu Conselho antes do encerramento do acordo em cerca de um ano, ele não terá voz sobre o uso dos recursos obtidos com a transação, acrescentou.

A Alstom vai levantar 12,35 bilhões de euros (16,9 bilhões de dólares) com a venda de seus ativos de energia à GE, mas terá que reinvestir cerca de 2,5 bilhões de euros em três joint ventures a pedido do governo -- nos negócios de redes de eletricidade, energia renovável e energia nuclear.

(Por Natalie Huet e Benjamin Mallet)