Dólar cai 1% e vai a R$2,20 com BC e PIB dos EUA

quarta-feira, 25 de junho de 2014 17:25 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda de quase 1 por cento nesta quarta-feira, após as intervenções no câmbio pelo Banco Central serem prorrogadas sem alterações até o fim do ano e diante da forte contração da economia dos Estados Unidos no primeiro trimestre.

A decisão do BC surpreendeu o mercado e deu segurança aos agentes sobre a determinação do BC em manter a divisa nos níveis atuais e evitar a volatilidade desnecessária. Até então havia expectativa de que intervenções seriam reduzidas em meio à tranquilidade nos mercados globais.

A moeda dos EUA BRBY caiu 0,93 por cento, a 2,2060 reais na venda, após atingir 2,2001 reais na mínima da sessão. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,4 bilhão de dólares.

"O raciocínio por trás dessa medida é manter o dólar nesse patamar, o que ajuda a controlar a inflação, e reduzir um pouco a volatilidade. O anúncio dá segurança de que a oferta diária vai continuar ampla", afirmou o operador do banco Daycoval Luiz Fernando Gênova.

Na noite anterior, a autoridade monetária anunciou que manterá "pelo menos até o 31 de dezembro" as ofertas diárias de 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Recentes declarações do presidente do BC, Alexandre Tombini, de que via arrefecimento na demanda por proteção cambial haviam levado investidores a apostarem numa redução dos lotes. [nL2N0P525B]

Esse tem sido o montante ofertado nos leilões diários desde o início deste ano e tinha previsão para acabar no fim de junho.

De acordo com analistas, o BC também deve continuar dosando as rolagens de swaps que vencem para garantir que a divisa dos EUA permaneça dentro da banda informal de 2,20 a 2,25 reais. Nesta sessão, o dólar chegou ao piso algumas vezes, mas não encontrou forças para rompê-lo.

A interpretação do mercado é que a autoridade monetária quer evitar impactos sobre a inflação decorrentes de cotações altas demais e, ao mesmo tempo, proteger a balança comercial de um dólar excessivamente depreciado.   Continuação...