Secretário de Energia de SP defende que Cesp recomponha ativos

quarta-feira, 25 de junho de 2014 18:04 BRT
 

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO (Reuters) - O novo secretário de Energia do Estado de São Paulo, Marco Antônio Mroz, defendeu nesta quarta-feira que a Cesp, geradora de energia controlada pelo governo paulista, deve partir para a recomposição de ativos, em vez de ser vendida.

Mroz, que assumiu a Secretaria e a presidência do Conselho de Administração da Cesp recentemente, disse ainda que o governo estadual quer organizar um leilão regional de energia renovável no segundo semestre. A Cesp inclusive poderia participar do leilão para recompor seu portfólio como geradora de energia.

"Tem gente que prefere vender ativos, outra corrente enxerga que a Cesp deveria recompor seus ativos e se tornar uma empresa que tem a sua importância para o setor elétrico do Estado. Eu penso que a Cesp deve retornar a uma política de recompra de seus ativos", disse Mroz à Reuters.

A Cesp é uma das que não aceitaram renovar a concessão de hidrelétricas conforme regras estipuladas pelo governo federal em 2012. A companhia deve ter redução de receita de cerca de 70 por cento a partir de julho de 2015, quando estarão vencidas as concessões de suas hidrelétricas Jupiá, Ilha Solteira e Três Irmãos, o que levanta questões sobre o futuro da geradora.

Como opções para recompor o portfólio de geração da Cesp, Mroz mencionou a formação de parcerias ou compra de ativos. Questionado se Cesp e Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) poderiam ter ativos combinados, Mroz disse que poderia seria possível uma parceria das duas para empreendimentos novos futuros, mas não há uma definição sobre o tema.

"A Cesp não pode formatar uma SPE (Sociedade de Propósito Específico), depende de autorização legislativa, e a Emae tem. Ou seja, como a Secretaria de Energia pode e deve fazer com que as duas conversem, isto é possível, mas não necessário", disse.

Mroz frisou que a empresa é importante para o São Paulo --que é importador de energia -- e defendeu a ampliação da geração no próprio Estado. Ele disse que o governo de SP está organizando um leilão regional no mercado livre ainda para 2014.

O leilão permitiria participação de projetos de energia como biomassa, solar, eólica, pequenas centrais hidrelétricas (PCH), a biogás e recuperação energética de lixo. A venda de energia seria separada para cada produto, sem competição entre elas.   Continuação...