Compra de Pasadena foi "barata" diz ex-presidente da Petrobras em CPI

quarta-feira, 25 de junho de 2014 18:06 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, adquirida pela Petrobras em 2006, foi "barata, abaixo do preço de mercado", disse José Sérgio Gabrielli, que presidia a estatal quando o negócio foi fechado, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Congresso nesta quarta-feira.

Gabrielli estimou que a Petrobras pagou 554 milhões de dólares pela capacidade de refino de Pasadena, nas duas etapas de desembolso, em 2006 e 2012.

Desta forma, segundo ele, cada barril de capacidade de refino custou cerca de 5,5 mil dólares, "pouco mais da metade do preço médio de aquisição das refinarias americanas nesse período".

Gabrielli afirmou que tinha conhecimento da cláusula de opção de venda (put option) quando a refinaria foi adquirida. Essa cláusula, que obrigou a estatal brasileira a adquirir a outra metade da unidade por desentendimento com a ex- sócia Astra, é um dos pontos polêmicos do negócio. Por conta dessa cláusula, a Petrobras foi obrigada a pagar 1,25 bilhão de dólares no total por Pasadena.

No início do ano, a presidente Dilma Rousseff, à época presidente do Conselho de Administração da Petrobras, disse que não tinha conhecimento da put option e que, se soubesse, não teria aprovado a compra do ativo. Questionado por parlamentares, Gabrielli disse não saber se a presidente Dilma tinha conhecimento sobre a cláusula quando da aprovação do negócio pelo Conselho de Administração.

(Por Leonardo Goy, Gustavo Bonato e Marta Nogueira)