Ibovespa pode subir 16% ou cair 4% até o fim de 2014 dependendo de eleição

quinta-feira, 26 de junho de 2014 12:21 BRT
 

Por Asher Levine e Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - A vitória ou derrota da presidente Dilma Rousseff na eleição presidencial de outubro vai determinar se a bolsa brasileira vai cair ou disparar até o fim de 2014, com uma diferença de mais de 10 mil pontos no principal índice da Bovespa entre os dois cenários, mostrou uma pesquisa da Reuters.

O Ibovespa acumulou alta próxima de 4 por cento no ano até o fechamento de 25 de junho, sustentado principalmente pelo ingresso de investidores estrangeiros.

O mercado acionário brasileiro iniciou o ano em baixa e se recuperou a partir de meados de março, depois que o Ibovespa atingiu seu menor nível em quase cinco anos. De lá para cá, a valorização acumulada ficou perto de 19 por cento.

Um dos catalisadores da alta vista a partir de março, segundo especialistas, foi a possibilidade de mudança no governo atual, que muitos participantes do mercado acusam de ingerência sobre empresas estatais.

Diferentemente de outras pesquisas recentes, analistas questionados pela Reuters na semana passada não conseguiram estimar o patamar em que a bolsa deve encerrar 2014 sem levar em conta o desfecho da eleição de outubro.

De 16 analistas consultados, 15 forneceram, cada um, duas projeções para o Ibovespa, considerando vitória ou derrota de Dilma. Apenas um analista tinha uma estimativa seja qual for o resultado da eleição presidencial.

Se Dilma for reeleita, o Ibovespa deve encerrar o ano a 51.250 pontos, queda de 4 por cento em relação ao fechamento de 25 de junho, segundo a mediana das previsões obtidas pela Reuters. Contudo, caso perca, o índice pode chegar a 62 mil pontos no fim de dezembro, com valorização de 16 por cento frente ao patamar atual.

"Se ela perder, o mercado se recupera, porque vai acabar ocorrendo um choque de credibilidade com a alternância de poder", disse o sócio da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira.   Continuação...