Cenário de chuva para hidrelétricas do Brasil em julho deve ser similar a junho

sexta-feira, 27 de junho de 2014 12:12 BRT
 

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO (Reuters) - Comercializadoras de energia esperam que o preço de energia de curto prazo em julho fique, em média, acima dos 400 reais por megawatt, com exceção do Sul, num mês em que as chuvas deverão ter comportamento parecido com o que ocorreu em junho, dando continuidade ao esvaziamento das represas no Sudeste-Centro Oeste.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulga ainda nesta sexta-feira suas estimativas para chuvas, consumo de carga de energia e reservatórios em julho, dentro do Programa Mensal de Operação (PMO).

Diante das informações na reunião sobre o PMO com agentes do setor elétrico, a expectativa de duas comercializadoras consultadas é que o valor da eletricidade na próxima semana dado pelo preço de liquidação de diferenças (PLD) fique acima dos 340 reais por megawatt-hora no Nordeste, Sudeste/Centro Oeste e Norte. No Sul, o PLD da próxima semana deve ficar diferente, começando em cerca de 15,62 reais por MWh, segundo uma das comercializadoras.

O PLD para a próxima semana deve ser divulgado ainda nesta sexta-feira pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

"O que a gente vai verificar em julho é mais ou menos o que aconteceu em junho. A gente vai continuar tendo chuva significativa no Sul", disse o presidente da Bolt Comercializadora, Érico Evaristo.

Segundo ele, as chuvas que chegam aos reservatórios do Sudeste em julho serão equivalentes a 90 por cento da média histórica. No Sul, a afluência deverá ser mais que quatro vezes (318 por cento) a média. No Norte, a expectativa é de 91 por cento e no Nordeste deverá chegar a 49 por cento.

"Devemos começar o mês com uma chuva intensa e ao longo do mês a chuva perde intensidade e o preço volta a subir para em torno de 450 reais por MWh", disse o gerente de regulação da Safira Energia, Fábio Cuberos, sobre o comportamento do PLD no Nordeste, Sudeste/Centro Oeste e Norte.

O Sudeste, que concentra os principais reservatórios para o sistema hidrelétrico do país, continuará a ver o nível das represas cair. Atualmente, os reservatórios dessa região estão a 36,54 por cento da capacidade, uma queda ante os 37,42 por cento no final de maio e abaixo dos 63,75 por cento ao final de junho do ano passado.   Continuação...