Dólar sobe ante real na sessão, mas interrompe cinco altas semestrais

segunda-feira, 30 de junho de 2014 19:19 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - Sob olhar atento do Banco Central, o dólar fechou em alta nesta segunda-feira, mas anulou no primeiro semestre todo o avanço que havia acumulado nos seis meses anteriores e voltou a acomodar-se dentro da banda informal de 2,20 a 2,25 reais.

E na avaliação de analistas, a moeda norte-americana não deve escapar desse intervalo, pelo menos no curto prazo, com o BC dosando as rolagens de swaps cambiais para evitar impactos do câmbio sobre a inflação ou a balança comercial.

A divisa dos Estados Unidos avançou 0,67 por cento, a 2,2100 reais na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,5 bilhão de dólares.

Com isso, acumulou queda de 1,37 por cento no mês e 2,62 por cento no trimestre. No semestre, recuou 6,26 por cento, interrompendo cinco altas semestrais consecutivas e apagando completamente o avanço registrado entre julho e dezembro do ano passado, justamente quando o BC começou a atuar no câmbio com frequência diária.

"O BC vai continuar conduzindo o dólar em sintonia fina", afirmou o diretor de gestão e recursos da corretora Ativa, Arnaldo Curvello.

A moeda norte-americana vem oscilando aproximadamente dentro dessa banda informal desde o início de abril. A interpretação do mercado é que a autoridade monetária quer que continue nesses patamares, que não seriam inflacionários nem diminuiriam os preços de importados a ponto de prejudicar as exportações.

Para tanto, os especialistas acreditam que o BC deve adequar rolagens dos swaps cambiais, que equivalem à venda futura de dólares, às condições do mercado.

Segundo eles, a visão de que o aumento de juros nos EUA, que poderia atrair recursos atualmente aplicados no Brasil, não deve vir tão cedo, permite que as intervenções do BC sejam menos intensas num primeiro momento. Mas as incertezas reservadas para o segundo semestre, como as eleições no Brasil, podem exigir rolagens integrais.   Continuação...