Com novos pedidos, expansão de serviços do Brasil acelera em junho, mostra PMI

quinta-feira, 3 de julho de 2014 10:10 BRT
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A entrada de novos pedidos sustentou a expansão do setor de serviços do Brasil em junho, que atingiu o melhor resultado desde o final do ano passado com forte recuperação das expectativas, apontou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) nesta quinta-feira.

O PMI de serviços do Brasil avançou em junho a 51,4, após ficarem em 50,6 em maio, quinto mês seguido acima da marca de 50 que divide crescimento de contração e o melhor nível desde dezembro passado(51,7).

Embora o Markit, que realiza a pesquisa, tenha considerado que a taxa de expansão foi "modesta", o resultado ajudou a compensar a fraqueza no PMI da indústria para elevar ligeiramente o PMI Composto a 49,9 em junho, sobre 49,8 no mês anterior. Esse foi o terceiro mês seguido do índice abaixo da marca de 50.

No setor de serviços, a atividade de negócios aumentou em quatro das seis subcategorias monitoradas, garantindo o 22º segundo mês seguido de crescimento dos novos negócios, com destaque para Hotéis e Restaurantes.

Como consequência, as empresas de serviços brasileiras ampliaram o número de funcionários no mês passado, ainda que a um ritmo apenas marginal.

O aumento da atividade de serviços no Brasil ocorre em meio à realização da Copa do Mundo, disputada em 12 cidades entre 12 de junho e 13 de julho e que atraiu milhares de turistas.

O setor também viu em junho a inflação dos preços de insumos desacelerar ao nível mais fraco para as séries, diante de negociações bem sucedidas com fornecedores. Com isso, cerca de 1 por cento dos entrevistados relatou preços mais elevados cobrados pelos produtos finais.

Depois de atingir em maio o nível mais baixo desde o início da pesquisa, o otimismo em relação ao próximo ano melhorou com força no mês passado, chegando ao melhor patamar em três meses.

Segundo o Markit, cerca de 49 por cento das empresas pesquisadas esperam aumento da atividade em 12 meses, com expectativas de demanda mais forte e condições econômicas melhores.

"O que chamou nossa atenção foi que o Índice de Expectativas de Negócios recuperou praticamente toda a perda dos últimos dois meses. Apesar da melhora, estimamos que a economia brasileira continuará fraca nos próximos meses", destacou o economista-chefe do HSBC, André Lóes.