Governo federal diz que lançou Minha Casa Minha Vida 3, mas não dá detalhes

quinta-feira, 3 de julho de 2014 14:01 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal anunciou o lançamento da terceira fase do programa habitacional Minha Casa Minha Vida nesta quinta-feira, mas em discurso para entrega de moradias a presidente Dilma Rousseff não informou detalhes da nova etapa.

A presidente anunciou em ampla cerimônia a entrega de mais de 5.000 moradias no âmbito do programa e reafirmou meta de que a terceira fase do MCMV entregará 3 milhões de unidades habitacionais.

"Nosso objetivo é deixar claro que é possível contratar agora três milhões de moradias", disse Dilma. "As famílias de menor renda precisam continuar recebendo subsídio quase integral, tal como fizemos até agora. E nós precisamos sinalizar para os empresários se prepararem com terrenos, discutir com prefeitos para que isso ocorra a partir de 2015."

Na véspera, o presidente do Conselho da construtora MRV, Rubens Menin, afirmou em sua conta no Twitter que a terceira etapa do programa seria lançada nesta quinta-feira. A empresa é uma das mais focadas do setor no programa do governo federal.

Procurados, representantes da construtora não puderam comentar o assunto de imediato. Já o Palácio do Planalto confirmou anúncio do lançamento da terceira etapa do MCMV, mas também não soube informar detalhes.

A expectativa do mercado era de que o governo federal anunciasse uma nova faixa intermediária de famílias beneficiadas pelo programa, mas no discurso desta quinta-feira a presidente não comentou o assunto.

O presidente da Caixa, Jorge Hereda, afirmou a jornalistas durante a cerimônia que "o detalhamento dessas outras questões está sendo discutido com o setor e nos ministérios e deve estar concluído até o final do ano, provavelmente depois das eleições".

Sobre a viabilidade da meta de 3 milhões de unidades, Hereda comentou que uma série de cálculos foram feitos, tendo sido "verificado, inclusive, o que o Tesouro Nacional poderá fazer para garantir a estabilidade macroeconômica do país e, ao mesmo tempo, dar sustentabilidade ao programa".

O Ministério das Cidades afirmou que os detalhes seguem em discussão no governo federal e "com os principais parceiros do programa - movimentos sociais, empresários e poder público local".   Continuação...