ENTREVISTA- Anima quer comprar grupos regionais e oferecer ensino a distância em 2015

quinta-feira, 3 de julho de 2014 15:29 BRT
 

Por Juliana Schincariol

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Anima Educação (ANIM3.SA: Cotações) pretende começar a oferecer ensino a distância no próximo ano, enquanto mantém conversas para novas aquisições de instituições de ensino superior com marcas reconhecidas regionalmente, após ter comprado a Universidade São Judas Tadeu, de São Paulo, em abril.

Diferentemente de concorrentes como a Estácio (ESTC3.SA: Cotações) e a empresa resultante da união entre Kroton (KROT3.SA: Cotações) e Anhanguera AEDU3.SA, que disputam a liderança do mercado com escala de alunos, a Anima busca comprar marcas regionais com tradição em suas áreas de atuação.

"A gente quer agregar bastante valor com uma quantidade (de alunos) bastante expressiva. E isso não significa ser o maior e não significa ser pequeno, de nicho. O nosso posicionamento é como se fôssemos as PUCs", disse à Reuters o diretor-presidente da companhia de ensino superior, Daniel Castanho, referindo-se à Pontifícia Universidade Católica.

A Anima, que divulga resultados de segundo trimestre em 13 de agosto, procura marcas familiares que já passaram por algum processo de profissionalização e sobreviveram ao mercado de maior concorrência nos últimos anos.

"(Os donos) fazem a conta: se venderem a instituição, mais o dinheiro do aluguel, já que são donos dos imóveis, isso vai render muito mais do que está rendendo hoje com um risco enorme", disse.

"Muitas vezes o dono é o pai, o avô (da família fundadora). Eles não querem vender para qualquer um. Eles querem alguém que respeite o legado deles", acrescentou.

Segundo Castanho, a Anima manterá a marca da São Judas e fará uma expansão orgânica regional, em São Paulo e nas cidades vizinhas. A companhia já adotou essa estratégia com o Centro Universitário Una, em Belo Horizonte, que hoje tem 10 campi na capital mineira, em Betim e Contagem.

Atualmente, a Anima tem mapeadas 200 instituições em 42 cidades do Brasil para possíveis aquisições e, segundo Castanho, há "algumas conversas bastantes fortes". Porém, ele não citou prazos ou detalhes das negociações.   Continuação...