Após fusão, Kroton iniciará venda de ativos imposta por Cade no 2o sem

quinta-feira, 3 de julho de 2014 19:54 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Kroton iniciará ao longo do segundo semestre o processo formal da venda de ativos determinada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, disse o presidente da maior empresa de educação do país, que passa a englobar a Anhanguera após fusão aprovada pelos acionistas das duas companhias nesta quinta-feira.

Segundo Rodrigo Galindo, empresas nacionais e estrangeiras já expressaram interesse no processo, que deverá ser "competitivo". Em coletiva de imprensa, ele acrescentou que após o aval dos acionistas, última etapa para a associação entre as partes, a nova empresa dará foco à expansão orgânica e inovação para continuar crescendo.

Em maio, o Cade aprovou, com restrições, a fusão anunciada em abril do ano passado, que criará uma companhia com mais de 37 mil colaboradores, cerca de 1,5 milhão de alunos no ensino superior e na educação básica, e uma receita estimada em 4,5 bilhões de reais em 2014. 

As restrições previstas no acordo incluem a venda de operações de ensino a distância (EAD) da catarinense Uniasselvi, comprada pela Kroton em 2012 por 510 milhões de reais.  

O acordo prevê ainda a limitação para captação de alunos em alguns cursos de EAD em 48 cidades até 2017. As companhias também se comprometeram a não utilizarem suas bandeiras ao mesmo tempo para obterem novos alunos em cursos EAD em cidades em que as duas vão atuar.

Aos jornalistas, Galindo afirmou que o remédio dado pelo Cade representa 5 por cento da companhia combinada, e que o prazo dado pela autarquia para a Kroton se desfazer dos ativos era "longo", sem dar mais detalhes. 

A gigante em educação responderá apenas pelo nome Kroton e incluirá a marca Anhanguera - que deixará de ser negociada em bolsa nesta sexta-feira - em seu portfólio, informou o executivo.  

A empresa seguirá listada no segmento do Novo Mercado da BM&FBovespa com o código da Kroton, sendo que os acionistas da antiga Kroton ficarão com 66,5 por cento da nova companhia, e os acionistas da Anhanguera com os 33,5 por cento restantes.

Galindo reiterou a jornalistas que espera 300 milhões de reais em sinergias com a associação. Deste montante, 20 por cento deverão ser obtidos já nos 12 primeiros meses de operação conjunta, com o restante sendo atingido em até três anos.    Continuação...