Mundial esvazia lojas e amarela perspectivas para varejo de moda

terça-feira, 8 de julho de 2014 14:29 BRT
 

Por Marcela Ayres

SÃO PAULO (Reuters) - Enquanto bares e supermercados comemoram aumento do movimento com a Copa do Mundo, varejistas de moda fecham suas lojas mais cedo nos dias de jogos e veem a permanência do Brasil no torneio esfriar o ímpeto de consumidores já receosos em colocar a mão no bolso.

A avaliação é de representantes e analistas do setor, que lembram que, diante de um cenário macroeconômico mais fraco, essas empresas são especialmente prejudicadas pelo fato de venderem produtos como roupas e sapatos, cuja compra é facilmente adiável --especialmente quando as preocupações se voltam para o que acontece dentro das quatro linhas.

Antes mesmo do início da Copa do Mundo, a Cia Hering já havia afirmado enxergar "incertezas" com o evento, enquanto a Lojas Renner dissera estar preparada para um menor ritmo de vendas no trimestre em função do número de feriados com a competição. [nL2N0LP2OB] [ID:nL2N0NM1PX]

Membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), Marciel Costa afirmou que nem o Dia dos Namorados, considerada a terceira melhor data em faturamento para o comércio, passou incólume ao efeito Copa.

"O Dia dos Namorados, uma data forte para o varejo de moda, coincidiu com a abertura da competição, fazendo com que os shoppings ficassem literalmente vazios", disse.

O impacto, segundo Costa, foi estendido por feriados decretados em cidades sede nos dias de jogos e pela série de dispensas antecipadas concedidas por empregadores quando a seleção entrou em campo.

"Em dias de jogos, o movimento de consumidores nos shopping centers fica reduzido a 30 por cento de um dia normal de vendas", afirmou ele.

A presença do Brasil entre os finalistas do torneio prolongou esse efeito, segundo o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo, Ruy Nazarian, acrescentando que há um "estado de feriado" mesmo quando não há partidas na agenda.   Continuação...