Ministro das Finanças chinês defende intervenção cambial

quarta-feira, 9 de julho de 2014 10:36 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro das Finanças da China defendeu nesta quarta-feira intervenções cambiais, dizendo que é difícil não intervir tratando-se do iuan, dado o cenário de instabilidade econômica e fluxos de capital anormais.

Ao falar no primeiro dia de negociações anuais de alto nível entre China e Estados Unidos, Lou Jiwei disse que Pequim também enfrentou desafios na gestão dos fluxos capital resultantes do encerramento da política monetária super frouxa dos Estados Unidos.

"Os Estados Unidos têm levantado constantemente a questão sobre se a intervenção não é mais necessária em nossa política cambial", afirmou Lou Jiwei a repórteres.

"Mas nossa resposta é que é difícil quando a economia ainda não se recuperou totalmente e os fluxos de capital além das fronteiras não são normais."

O valor do iuan tem sido espinhoso nas relações bilaterais entre as duas maiores economias do mundo, com os líderes dos Estados Unidos dizendo que a China suprime a sua moeda para impulsionar suas exportações. A China sempre negou tais acusações.

Virando-se para a saúde da economia da China, Lou disse que os dias em que a China contribuiu para quase metade do crescimento econômico global, com planos de grandes projetos, acabou.

Enquanto a China pretende crescer sua economia em cerca de 7,5 por cento neste ano, Lou reiterou que a posição do governo é de que este alvo é flexível e não representa uma taxa mínima de expansão que deve ser atendida.

"A meta de crescimento de 7,5 por cento não é o limite inferior", disse Lou.

Além disso, ele disse que acredita que as autoridades dos Estados Unidos possam fazer sua parte para manter a economia dos EUA crescendo a um ritmo constante, e que Washington deve estar consciente dos efeitos colaterais de sua política monetária ultra-frouxa.   Continuação...