China e Estados Unidos dizem estar comprometidos em negociar diferenças

quarta-feira, 9 de julho de 2014 13:00 BRT
 

Por Lesley Wroughton e Michael Martina

PEQUIM, 9 Jul (Reuters) - A China e os Estados Unidos precisam negociar suas diferenças, disseram líderes dos dois países na quarta-feira no início do encontro anual que deve se concentrar em segurança cibernética, disputas marítimas, na moeda chinesa e em um acordo para investimento.

O encontro de dois dias em Pequim, chamado de Diálogo Estratégico e Econômico, será uma oportunidade para as duas maiores economias do mundo amenizarem as tensões depois de meses de disputas sobre uma série de questões, sugerem especialistas.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o secretário do Tesouro, Jack Lew, comandam a delegação dos Estados Unidos, com o vice-premiê Wang Yang e o principal diplomata Yang Jiechi liderando o lado chinês.

O presidente chinês, Xi Jinping, disse que a cooperação sino-americana é de vital importância para a comunidade global.

"O confronto entre a China e os Estados Unidos seria com certeza um desastre para os dois países e para o mundo", disse ele durante a cerimônia de abertura em uma casa de hóspedes do governo no oeste da cidade.

"Nós devemos nos respeitar mutuamente e tratar um ao outro com igualdade, respeitar a soberania do outro e a integridade territorial e respeitar a escolha de cada um no caminho do desenvolvimento".

Uma escalada nas tensões entre a China e alguns países no Mar do Sul da China e com o Japão no Mar da China Oriental, bem como acusações dos Estados Unidos sobre 'hacking' e espionagem na Internet têm provocado a ira em ambos os lados do Pacífico nos últimos meses.

Em um comunicado divulgado quando as discussões começaram, o presidente norte-americano, Barack Obama, disse que os Estados Unidos estão comprometidos com a criação de um "novo modelo" de relações com a China, definido pela cooperação e pelo gerenciamento construtivo das diferenças.   Continuação...