Leilões de subvenção para milho dependem de ajuste financeiro, diz Agricultura

sexta-feira, 11 de julho de 2014 16:11 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A realização de leilões de subvenção do governo para apoiar os produtores de milho do Brasil está encaminhada e depende apenas de um acordo com representantes da área econômica, disse nesta quinta-feira o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.

"É uma questão financeira, não é mais mercadológica", disse Seneri Paludo, em entrevista à Reuters, ao comentar os planos do ministério para garantir que os agricultores recebam o preço mínimo estabelecido por lei, diante de uma queda nas cotações.

Segundo ele, está em andamento uma negociação com Ministério da Fazenda, Tesouro Nacional e outras entidades do governo para ajustar detalhes das operações.

"A gente está nesse processo de ter a aquisição dos recursos financeiros", afirmou o secretário.

Uma das alternativas é a realização de leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), com o objetivo de garantir o preço mínimo aos produtores, algo que vem sendo solicitado por entidades de diversos Estados nos últimos dias.

O Pepro é um mecanismo em que o governo paga ao agricultor ou à sua cooperativa a diferença entre o valor obtido no mercado e o preço mínimo estabelecido pelo Ministério da Agricultura.

Em Mato Grosso, por exemplo, onde a colheita da segunda safra deste ano está em andamento, o preço médio de mercado já está em 11,32 reais por saca, contra um preço mínimo oficial de 13,56 reais, segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Paludo disse que ainda não há uma definição sobre a realização de leilões e eventuais datas, e que o ministério estuda os valores a serem ofertados.

"Não se pode entrar com mais recurso que o necessário, para não causar distorções no mercado", afirmou.   Continuação...