Dilma vê condições para retomada econômica com investimentos em infraestrutura e ataca corrupção

sábado, 12 de julho de 2014 14:29 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A poucos meses de concluir seu mandato marcado por fraco crescimento do país e iniciando uma concorrida disputa para se reeleger, a presidente Dilma Rousseff mostrou otimismo sobre um novo ciclo de desenvolvimento e apostou na retomada da atividade econômica em entrevista à GloboNews exibida na noite da sexta-feira.

Para Dilma, esse novo ciclo estará centrado na competitividade e também em investimentos em infraestrutura, além de incluir um fortalecimento da educação e da inovação.

“É um ciclo que vai apostar na competitividade produtiva”, afirmou. “Nós vamos ter de investir pesadamente em infraestrutura com parcerias público-privadas, só através do investimento privado --como é o caso das concessões-- ou com investimentos públicos. É uma combinação de tudo.”

As concessões foram uma aposta já de seu mandato atual, mas o governo enfrentou mais dificuldades do que imaginava e não conseguiu dar andamento a tudo que planejara.

Ainda assim, mesmo após o fracasso inicial do leilão da BR 262, para o qual não houve interessados, o governo conseguiu desde a metade do ano passado leiloar 6 lotes de rodovias . Também já foram concedidos à iniciativa privada 6 aeroportos, incluídos nesta lista os terminais de Guarulhos, em São Paulo, e do Galeão, no Rio de Janeiro.  

Em outras áreas, porém, as concessões patinam, caso das ferrovias e dos portos, em que o governo ainda não conseguiu fazer nenhum leilão.

O governo também enfrenta dificuldades em relação à inflação, constantemente beirando o limite da meta do governo –de 4,5 por cento mais 2 pontos percentuais no ano--, o que acabou levando o Banco Central a elevar os juros, depois de um esforço do governo para que a taxa básica Selic pudesse cair a mínimas históricas.

Isso tudo, para Dilma, não pode ser analisado sem que seja considerado o contexto da crise internacional.

“O que eu acho terrível no Brasil é que alguém possa supor que possamos ter um comportamento de crescimento econômico compatível com outro momento internacional”, disse, referindo-se à crise. “Nós não somos uma ilha, esses efeitos nos atingem.”   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff durante encontro com presidente do COI em Brasília. 11/07/2014. REUTERS/Ueslei Marcelino