BTG Pactual dobra ativos sob gestão com compra de BSI por US$1,7 bi

segunda-feira, 14 de julho de 2014 08:38 BRT
 

SÃO PAULO/MILÃO (Reuters) - A seguradora italiana Generali fechou a venda do private bank suíço BSI para o BTG Pactual por 1,5 bilhão de francos suíços (1,7 bilhão de dólares), em uma transação em dinheiro e ações que dobrará os ativos sob gestão do banco de investimento brasileiro.

Em comunicado enviado ao mercado, o BTG informou que o BSI terá marca e identidade mantidas, e se tornará sua plataforma global de gestão de recursos.

Sob os termos do acordo, a Generali receberá 1,2 bilhão de francos suíços em dinheiro, correspondentes a 80 por cento do total acertado. Os 300 milhões restantes serão pagos em units do BTG.

"O BSI acrescenta ao BTG Pactual 140 anos de história na indústria de private banking, aproximadamente 100 bilhões de dólares em ativos sob gestão e uma presença global com cerca de 2 mil funcionários em mais de dez países", disse o banco.

Segundo o BTG, a plataforma internacional de gestão de recursos do banco passará a contar com mais de 200 bilhões de dólares em ativos sob gestão após a compra, com presença nos principais centros financeiros globais.

No primeiro trimestre, as receitas do BTG com a área somaram 93 milhões de reais, uma queda de 9 por cento na comparação anual. Já as receitas com gestão de ativos somaram 350 milhões, alta de 38 por cento sobre um ano antes.

Enquanto o banco brasileiro dá impulso ao negócio de gestão de recursos com a transação, a Generali se desfaz de uma unidade deficitária e aumenta sua solidez financeira.

O acordo, que o presidente-executivo da Generali, Mario Greco, chamou de "operação complexa", põe fim a mais de dois anos de pesquisa da seguradora para encontrar um comprador adequado para um ativo que perdera apelo diante da implacável pressão dos Estados Unidos e outras nações ocidentais em relação ao sigilo bancário suíço.

A Generali, que tinha comprado o private bank suíço por cerca de 1,9 bilhão de francos suíços em 1998, esperava obter um montante semelhante com a venda da unidade. Mas, no final, a instituição foi forçada a aceitar um preço menor e vai registrar prejuízo líquido de 100 milhões de euros (136,4 milhões de dólares) com a transação.   Continuação...