Economistas elevam projeção de inflação e voltam a reduzir crescimento do PIB

segunda-feira, 14 de julho de 2014 09:50 BRT
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A perspectiva para inflação neste ano voltou a piorar para economistas de instituições financeiras, ficando ainda mais perto do teto da meta do governo, enquanto o cenário para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 manteve a trajetória descendente.

Após três semanas de estabilidade, os agentes econômicos elevaram a projeção para o IPCA em 2014 a 6,48 por cento, contra 6,46 por cento anteriormente, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central nesta segunda-feira.

A meta do governo é de 4,5 por cento com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos. Em junho, a inflação oficial do Brasil desacelerou a 0,40 por cento na base mensal, mas em 12 meses chegou a 6,52 por cento. [nL2N0PJ0SO] Nesse patamar, entretanto, o BC ainda não teria de fazer explicações por meio de carta aberta porque adota a metodologia da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para eventualmente arredondar a segunda casa após a vírgula.

Para 2015, a projeção no Focus para o IPCA foi mantida em 6,10 por cento. Para os próximos 12 meses, entretanto, sofreu elevação de 0,03 ponto percentual, a 5,92 por cento.

Por sua vez, o Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, vê o cenário para a inflação em 2014 pior, a 6,51 por cento, 0,10 ponto percentual a mais que na pesquisa anteiror.As projeções sobre a inflação pioraram apesar das expectativas de fraqueza ainda maior da atividade, segundo os economistas.

Nesta pesquisa eles passaram a ver crescimento econômico de 1,05 por cento neste ano, frente a 1,07 por cento anteriormente, sétima semana seguida de deterioração do cenário.

A perspectiva para a produção industrial no país também piorou, com o os agentes econômicos vendo contração de 0,90 por cento este ano, contra recuo de 0,67 por cento na pesquisa anterior.

Para 2015, a projeção para expansão do PIB permaneceu em 1,50 por cento, mas a estimativa de crescimento da indústria caiu a 1,80 por cento, frente a 2,10 por cento.   Continuação...