BTG Pactual receberá BSI "limpinho" e já se vê como player global em gestão

segunda-feira, 14 de julho de 2014 13:28 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Os termos da compra da gestora de recursos suíça BSI livram o BTG Pactual de desdobramentos financeiros decorrentes de eventuais processos nos Estados Unidos, disse nesta segunda-feira o presidente-executivo da instituição brasileira, André Esteves.

"O banco vai vir limpinho para nós", disse Esteves a jornalistas em teleconferência para detalhar a operação, explicando que o assunto foi acertado com a italiana Generali, de quem o BTG comprou a BSI.

Várias instituições financeiras suíças estão sendo alvos de processos custosos nos Estados Unidos, sob acusação de ajudarem clientes ricos a sonegarem impostos.

Esteves disse que a operação já torna o BTG Pactual uma das maiores instituições globais em gestão de recursos, com o equivalente a cerca de 500 bilhões de reais administrados.

O BTG Pactual anunciou nesta manhã que comprou da seguradora italiana Generali o private bank suíço BSI por 1,5 bilhão de francos suíços (1,7 bilhão de dólares), numa transação em dinheiro e ações que dobrará os ativos sob gestão do banco brasileiro. A operação marca a maior aquisição do BTG Pactual no exterior.

Segundo Esteves, o negócio torna o braço de gestão de recursos responsável por mais de metade das receitas do grupo BTG Pactual. Além disso, mais de 50 por cento dos funcionários do BTG agora estão sediados fora da América Latina.

"Achamos que já somos um player global em gestão de recursos, mas ainda podemos ir muito longe", disse Esteves.

O otimismo deve-se, entre outros fatores, às necessidades de grandes instituições financeiras em mercados maduros a se desfazerem de operações consideradas não prioritárias para liberar capital, disse o executivo. Assim, podem se enquadrar a regras mais rígidas de capitalização previstas para os próximos anos.   Continuação...